Globe Brasil | Welcome Franklin
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Durante a pesquisa para essa entrevista, uma das definições sobre o Franklin chamou atenção: o malabarista do surf.
Nada que fuja da realidade, já que ele é um surfista com estilo único e que procura aproveitar as ondas da forma mais criativa.
Além de ser uma pessoa de bem com a vida.

Queria começar sabendo como foi a sua aproximação com a Globe e como é a atual ligação com a marca.
Minha aproximação aconteceu diretamente pelo Igor Morais. Fizemos algumas trips de surf e o cara lembrou de mim. Como ele quebra a vala ainda, fez uma boa escolha. (risos)

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Dentro do surf, o que mais chama a atenção do grande público é a parte competitiva, ainda mais depois dos resultados expressivos dos brasileiros dentro do circuito. Como foi construir uma carreira de free surfer?
Cara, eu gostaria de competir. Mas, como não estou conseguindo, há uns 2 ou 3 anos venho fazendo essa linha de free surf. Ser free surfer para mim é um sonho. Poder fazer um surf de linha e linkar umas manobras radicais sem a pressão de estar numa bateria e, geralmente rodeado de amigos e ondas boas… É um sonho. Acho que encaixo um surfe de linha com manobras progressivas, aí galera tem me elogiado, tem dado certo.

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Acompanhando o seu blog dá para ver que você exploramuitos lugares no Brasil. Poderia contar quais os seus picos preferidos e por quê?
O surf para mim é muito mais que só ir surfar e treinar. Tem muita gente esquecendo de se divertir, de ser feliz na água. Quando comecei a surfar eu só me divertia, mas nós acabamos perdendo um pouco disso por causa dos treinos repetitivos etc… Explorar ondas, caça sub e velejar parece que me fazem voltar no tempo. Meu pico preferido é o backdoor de Ilhéus. Tem outros muito bons, mas não posso contar aqui. (risos)

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Você produz muito vídeo, mas vi um post comentando sobre o seu prazer de ter uma foto impressa em revista. Como você enxerga esse momento da mídia nacional de surf? O que você indica, onde você costuma buscar informação e entretenimento?
Quando eu perdi patrocínio e morei um tempo na Califa minha mente mudou muito. Eu costumo brincar com os amigos que quando o cara não vai uma vez por ano aos EUA fica desatualizado. Sem desmerecer nosso Brasa, claro. Cara, para eu estar aqui eu preciso estar na mídia. Aliás, quem não é visto não é lembrado. O Brasil está passando por um momento difícil, mas somos brasileiros e não vamos desistir agora, né? Ainda mais que o surf brasileiro está crescendo muito. E essa tempestade está só começando.

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2017 já começou com tudo: você foi um dos sortudos que pegou o Century Swell na onda do Kandui. Quais os planos para o restante da temporada?
O Kandui para mim não foi só o swell dos últimos 30 anos. Foi muito mais, porque todo o projeto foi arquitetado pelo anjo da guarda Ricardo dos Santos. Ele me incluiu pois acreditava em mim, então dei continuidade. Fizemos um filme (o do Bruno Zannin), fizemos até, pegamos altas ondas e agora é continuar nessa pegada.

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Conta um pouco sobre as suas influências?
Cara, essa não foi tão fácil, tem tanta coisa animal que o cara fica perdido. O time da Globe é muito foda, super style. Eu sou goofy, surfo com o pé direito na frente, já começo curtindo muito só as lendas Mark Occhilupo, Cj, Nate Tyler – sem contar os outros que não são da minha base e que curto muito ver surfar pelo style super sick. Mas, na verdade, não só porque sou Globe agora, tem um cara eu já seguia e curtia há muito tempo, que faz parte da minha evolução e do meu surf diariamente em clipes e vídeos, é o que me instiga: Dion Agius. Esse é super, super sick.

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Faz uma listinha dos seus produtos Globe favoritos?
Falando em coleção, o que que é a plus plus +/+ do Dion? Muito top, numa pegada mais dark side, muito style, black. Foda! De shoes eu curto o “Los Angered TX”, o “Yes apres boot”, o “Nômade boot”, o “Willow” e o “Motley MID”. Tem os tênis leves e que são muito bons para treinar e trips longas como o “Dart lyt” e o “Roam lyte”. Os caps, as mochilas, tudo animal!

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E para fechar: o que você deseja ser? Um adulto que se estressa a qualquer momento por fatos que não saem como o planejado ou uma criança feliz que só quer chegar da escola e ir direto para farra – ou até mesmo pegar a prancha e sair correndo para mais uma queda?
Se eu não pudesse escolher e fosse o adulto, iria correr para me estressar bastante e assim partir para outro plano o mais rápido possível – e, no próximo, tentar só ser criança. Mas, como ser humano não é brincadeira, para quem está sendo o adulto ainda dá tempo de reverter antes de morrer de estresse. Vamos surfar, porra.

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